sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

"Quase meio ano depois, venho anunciar... ESTOU VIVA!"


Passou meio ano (vá, faltam os dias para a conta certa, mas subentende-se a coisa) e tanto mudou. Acabei o ano de 2014 solteira. 2 anos de namoro terminaram, por minha decisão. Precisava de liberdade, caramba precisava de respirar, precisava de me sentir livre, precisava de voltar a ser eu. Eu estava uma nódoa. Porque passei a ser alguém que não eu? Sempre fui uma boa amiga (das coisas que mais me posso orgulhar)... às vezes já não o era. Sempre me ri até cair para o lado... não ouvia a minha gargalhada há meses. Sempre fui feliz... sentia-me tão infeliz às vezes. Sempre fui uma feminista do pior... andava a depender de um homem psicologicamente e emocionalmente. Sempre fui uma pessoa livre... parecia que vivia numa prisão. Caramba, obrigada família, obrigada meus queridos amigos, obrigada minha família de curso e obrigada meus caloiros, por me fazerem voltar à vida. Acho que, se este ano não tivesse decidido vestir o traje, ainda viveria numa prisão. Não podia faltar, não podia vacilar, ah caramba, vocês sabem que a praxe está-me no sangue. E isso trouxe-me força. Senti que não ficaria sozinha fosse qual fosse a decisão que tomasse. E não fiquei. Sabia que nunca o ficaria, porque senti, mais do que nunca que gostavam de mim... que eu tinha valor, que eu fazia falta. Como eu sentia falta de tardes a rir. Estou feliz admito. Não tenho pelo que esconder. E continuo a provar que tenho valor, caramba acabo de fazer Micro com um mínimo de 13v, sem ajuda de ninguém. Eu duvidei tanto disso, duvidei tanto que tivesse valor a tantos níveis. Agora estou na fase em que só quer ver os homens na Nova Zelândia bem longe de mim, vá há-de passar digo eu. Se não passar, azar. O meu maior pensamento nos últimos tempos passava por "tens 20 anos, não vivas assim, tens 20 anos". Eu que odeio fazer anos, pois começo logo a dizer que estou velha e mimimi, senti-me tão jovem, tão nova para viver já este drama. Mas esquecemos este assunto, mais novidades? Pois bem, já sou condutora. Podem sair de casa à vontade, que sou uma mulher segura, está bem? Sou também madrinha de praxe de duas bestas do sexo masculino (sexo feminino precisa-se naquele curso) e pronto, gosto muito dos meus caloirinhos. Adoro praxe, vocês sabem. Tenho é pena de não ser caloira, pois era tudo mais fácil. Prometo tentar voltar a dar novidades. Hoje se voltei aqui fui porque tive incentivo de duas pessoas, que apesar de eu já ter sido bem parva com elas, nunca me abandonaram. Ah e também porque dei por mim a tentar estudar Controlo Automático e a ver a Fátima Lopes, na máquina da verdade, a tentar descobrir se uma mulher tinha roubado azeitonas e uma garrafa de azeite.

2 comentários:

Fabiane Rocha disse...

Que bom ter-te de volta! :)

Sara disse...

E que bom é ter-te sempre desse lado para me ler :)